Marianne Piemonte
É célebre a capacidade do fotógrafo americano Steven Meisel em captar o que é novo e controverso. Um exemplo foi o livro Sex Madonna, que mostrava a cantora em cenas sensuais. Outro é a edição atual da revista Vogue Itália, que traz Tyra Banks na capa e ensaios de moda só com modelos negros. Na mesma semana em que a revista foi lançada, a estilista Donatella Versace apresentou em Milão sua coleção primavera-verão, uma homenagem ao candidato à Presidência dos Estados Unidos Barack Obama. Na passarela, só negros. Nos desfiles são comuns as ondas de modelos belgas, russas ou brasileiras (todas bem clarinhas). A pergunta do momento é: será que o espírito do tempo, captado por Meisel, aponta para o Salão Oval da Casa Branca – e para as belas pernas da mulher de Obama, Michelle?
De acordo com o professor de História da Moda João Braga, foi Yves Saint Laurent que, em 1950, ousou colocar a primeira modelo negra num desfile. “Paris foi abaixo.” Na década seguinte, o movimento de contracultura tornou fashion os black powers e todo o universo negro. “Antes, o belo sempre esteve ligado ao padrão europeu, olhos claros e cabelos loiros”, diz Braga. Como Jackie, a primeira-dama de Kennedy que tornou o twin-set (conjunto de casaquinho e blusa de manga curta) um clássico da moda, Michelle pode fazer perdurar os modelos negros, ainda tão escassos nas passarelas do mundo. Leia Mais!!!
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